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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Estréia nos EUA a 2ª Temporada de True Blood




A 2ª Temporada da mais interessante e cativante série sobre vampiros na atualidade, "True Blood", estreou - nos Estados Unidos - neste Domingo. Infelizmente, como sabem, estava internado devido a uma pneumonia e mesmo tendo recebido alta, ontem, não pude correr atrás e assistir ainda o primeiro episódio. Mas, para os fãs da série - que já são legião - a notícia não podia ser melhor. Breve, aqui no Brasil, poderemos voltar a nos deliciar com Sookie Stackhouse, a heroína que apresenta um certo ar que vagueia entre o inocente e o sensual e desperta nos marmanjos um senso protetor (não que ela precise, pois já demonstrou que sabe se defender por si mesma). Já as mulheres, dependendo do gosto de cada uma, logo voltarão a se deleitar com o ar de cachorro surrado de Bill Compton ou o estilo fortão loirão do Xerife Eric(sensual, segundo as mulheres. Basta acessar sites que cobrem o assunto vampiros para ver o delírio das fãs).
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O primeiro episódio é intitulado "Nothing But The Blood" ("Nada Mais que o Sangue") e, segundo informações encontráveis na Internet, o sumiço de Lafayette se deve ao fato de que o poderoso vampiro Eric o raptou e irá torturá-lo. Minha suposição em relação ao motivo é que o "Xerife" Eric descobriu que o superdescolado Lafayette (personagem que rouba a cena em grande parte da série e é adorado por grande parte da audiência) é um distribuidor do "V", o sangue de vampiro.
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Como todos se recordam, no último episódio da 1ª Temporada, um corpo ensanguentado é encontrado por Sookie, Tara e o detetive Andy Bellefleur, no carro do último. Trata-se da falsa exorcista, que enganou Tara e sua mãe, Miss Jeanette, que teve o coração arrancado do peito... As coisa começam bem violentas nesta retomada da série, hein?
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Tentando se redimir de seus erros, Jason Stackhouse busca conforto e orientação espiritual na igreja "Fellowship of the Sun" (algo como, "Confraria do Sol").
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Bem, paremos por aqui. Isso é só um ligeiro apanhado para quebrar o galho ,um aperitivo para controlar a fome ou sede do "trueblooder" - ou, pelo contrário para aguçar ainda mais o apetite. Por enquanto, assistam, abaixo, mais um sneak peek da 2ª Temporada.

Saudações Vampirescas!







Adendo em 25/06/2009

Já está disponível no Alquimista do Download o 1} episódio da 2ª Temporada de True Blood.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Letras de Música - Pink Floyd - Wish You Were Here

Album: Wish You Were Here
Música: Wish You Were Here
Composição: Roger Waters, David Gilmour
Execução: Pink Floyd
Ano: 1975


Wish You Were Here

So, so you think you can tell

Heaven from hell, Blue skies from pain.

Can you tell a green field From a cold steel rail,

A smile from a veil? Do you think you can tell?

Did they get you to trade,

Your heroes for ghosts, Hot ashes for trees,

Hot air for a cool breeze, Cold comfort for change?

Did you exchange A walk on part in the war,

For a lead role in a cage?

Chorus

How I wish, how I wish you were here,

We're just two lost souls swimming in a fish bowl,

Year after year,

Running over the same old ground,

What have we found?

The same old fears,

Wish you were here.



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Download


terça-feira, 26 de maio de 2009

Mental: Vídeo Promocional

Estou disponibilizando o vídeo promocional da nova série que promete ser muito boa: Mental. Breve estaremos dando mais detalhes desta nova série que terá estréia mundial em Junho.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Letras de Música - Deep Purple - Smoke On The Water


Álbum: Machine Head
Música: Smoke On The Water
Composição: Ian Gillan / Ian Paice / Jon Lord / Ritchie Blackmore
Execução: Deep Purple
Ano: 1972


Smoke On The Water

We all came out to Montreaux
On the Lake Geneva shoreline
To make records with a mobile
We didn't have much time
Frank Zappa and the Mothers
Were at the best place around
But some stupid with a flare gun
Burned the place to the ground
Smoke on the water, fire in the sky
Smoke on the water

They burned down the gambling house
It died with an awful sound
Funky & Claude was running in and out
Pulling kids out the ground
When it all was over
We had to find another place
But Swiss time was running out
It seemed that we would lose the race
Smoke on the water, fire in the sky
Smoke on the water

(Solo)

We ended up at the Grand Hotel
It was empty, cold and bare
But with the Rolling truck Stones thing just outside
Making our music there
With a few red lights and a few old beds
We made a place to sweat
No matter what we get out of this
I know we'll never forget
Smoke on the water, fire in the sky
Smoke on the water

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sábado, 16 de maio de 2009

Atentado à Liberdade: Neonazismo Tupiniquim


Devagar eles vêm chegando... Os neonazistas do pensamento e da informação sob severo controle estatal e a serviço do Big Business têm feito progressos acelerados nos últimos meses. All they care is about the money (qualquer um entende esta frase, mesmo os que não falam Inglês)!
A Assembléia Legislativa da França aprovou na Terça-feira (12/05/2009) um projeto de lei que permite desativar as conexões de internet daqueles que forem pegos repetidamente fazendo download ilegal de filmes e música, criando o que poderá ser a primeira agência governamental para rastrear e punir piratas on-line. Muitos alegam que a nova lei vai contra a liberdade individual, ao negar que os acusados de pirataria na internet tenham o direito de questionar as acusações feitas contra eles. Outros têm medo de que a medida possa favorecer o aumento de práticas governamentais no estilo "Big Brother", invadindo cada vez mais a privacidade dos cidadãos (Fonte: G1 e Agências Noticiosas).
Agora, no Brasil, um projeto de lei do senador mineiro Eduardo Azeredo, quer punir o internauta brasileiro que baixa arquivos de áudio e vídeo disponibilizados em sites, blogs e foruns. O projeto do senador pretende criminalizar o que até agora não era consideradfo crime pela legislação brasileira. Agora, logo quem vem acusar a nós downloaders de "criminosos", o senador que foi um dos poucos membros do PSDB apontado como um dos que se deleitaram a partilhar do banquete do "Valérioduto"! Acho que não somos nós os "criminosos", mas aqueles que malversam verbas públicas e recebem propinas para votar projetos de interesse do governo... Alguém que deveria estar nas barras dos tribunais quer dar A NÓS, CIDADÃOS, lição de moral! É revoltante e seria cômico, se não fosse trágico.
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Eduardo Azeredo, vá pro diabo que o carregue!


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A notícia abaixo não é exatamente nova. Nós a reproduzimos aqui para aqueles que possam não ter conhecimento dela ainda e como complemento aos objetivos do presente post.
Um grupo de internautas está realizando hoje (evento ocorrido no dia 1º) um protesto virtual contra as restrições aos downloads de música na internet. Eles criticam a APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música) e o projeto de lei do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que define os crimes praticados pela internet e demais sistemas eletrônicos de dados.
No site, o protesto sugere que as pessoas troquem suas fotos na rede social Orkut, do Google, para uma imagem que mostra um "x" no logo da APCM (Associação Antipirataria de Cinema e Música), além da divulgação do blog "Discografias Livres!", em que foi publicado o manifesto, em redes sociais.

(IMG:http://f.i.uol.com.br/folha/informatica/images/09091155.jpg)
Comunidade "Odeio a APCM" no Orkut tem mais de 12.000 participantes que protestam contra a associação.
No "Discografias Livres!", manifestantes afirmam que a mobilização acontece por conta do encerramento das atividades da comunidade "Discografias", que era utilizada por mais de 1 milhão de pessoas para compartilhar links com álbuns musicais inteiros sem nenhum custo.
"Um projeto de lei que quer te por na cadeia por baixar algo da internet é incoerente. Dê condições aos cidadãos de comprar --a preço justo-- que ninguém precisará baixar", afirma um texto do blog.
Essa não é a primeira reação favorável à comunidade. Internautas criaram também a página "Discografias - O Retorno!" --que até a publicação desta reportagem sobrevive com 102.900 membros-- e começaram um abaixo-assinado --que até então conta com 27.007 assinaturas. A comunidade "Odeio a APCM" tem 12.779 participantes.

A reportagem tentou um posicionamento da APCM sobre o protesto na tarde desta quarta-feira (06/05/2009, Alborges). Não houve resposta.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informa...24u544088.shtml

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Escreva para nós (Alborges960@gmail.com)! Manifeste sua indignação!

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quinta-feira, 14 de maio de 2009

Express Yourselves, Vampireholics



Bem, Fernando, me utilizo dos seus comentários para tentar convencer os poucos, mas fiéis, leitores deste blog a - pelo menos - enviarem um comentariozinho de vez em quando. Desse modo, resolvi trazer para a postagem este seu último comentário, também.

E, para mostrar que, apesar do título do post e da foto de vampiro, não falamos só sobre vampirismo, vai uma foto da Carla Gugino que não tem qualquer relação com filmes de vampiros. Agora, que dá vontade de morder este pescocinho dela, isso dá!!

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Fernando Luiz

Oi Almir, fico muito agradecido por vc dar um destaque até nem tão merecido aos meus humildes posts. Mas como vc optou por fazê-lo, sugiro aos demais apreciadores deste blog que percam a "timidez" e passem a escrever para cá, com qualquer tipo de contribuição que seja possível. Não precisa ser nada muito elaborado, complexo ou prolixo. Uma sugestão, uma observação, uma crítica, qualquer coisa serve. O importante é movimentar o blog e transfomá-lo em um campo propício para debates, discussões, troca de informações, etc. Tudo dentro de um espírito sadio de camaradagem, respeito e harmonia para que ninguém seja prejudicado. Eu, de minha parte, me comprometo a, na medida do possível, apresentar alguns posts sobre assuntos ligados ao tema principal do blog, isto é, os filmes e séries mais interessantes que tem por aí. Já comecei a escrever (e pretendo dar uma boa lapidada) duas matérias: uma sobre a série 24 horas e outro sobre a evolução, involução, esvasiamento e recuperação da série mitológica de James Bond. Entretanto, como se tratarão de matérias massivas, isso é, de looongas dissertações, creio que o melhor será eu enviá-las direto ao e-mail disponibilizado por Almir, para que o mesmo proceda ao crivo da análise e adequação do espaço para publicação. Vamos participar gente! Tenho certeza absoluta de que vcs têm muita coisa para oferecer e todos sairemos ganhando! Inté! (ou, como dizem os australianos, "See You later, Mate!")

O Vampiro e o Reporter




É isso mesmo, Fernando Luiz! O objetivo é discussão, troca de idéias, expressar o pensamento e conhecer o ponto de vista dos outros. Isso é o que amplia nossa visão sobre as coisas, não é mesmo? Só conhecemos realmente nós mesmos se refletirmos sobre o outro, a "otherness" de que falava D. H. Lawrence. Consequentemente, alçamos mais este seu comentário à visibilidade mais efetiva, na esperança de que sirva como complemento válido para todos - o que é, na minha opinião - ao tema focado.

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Como já mencionei aqui, qualquer um que tenha algo interessante que queira ver exposto de forma mais visível - ou seja, além comentario - pode enviar para alborges960@gmail.com que será, após uma revisão e moderação, publicado como post, desde que não seja uma banalidade extrema, segundo critério deste modesto blogger. So,bring it on, folks!

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Já que o Almir vem colocando meus posts "à vista", o que acho muito bom, pois pode incitar outros visitantes/usuários do blog a participarem das discussões, não vou sentir vengonha em colocar um adendo ao meu próprio "texto" acima. Queria apenas acrescentar que ao contrário do que disse Almir ao fim de um de seus posts "De Nosferatu a Mick Saint-John e Edward Cullen... Não existem mais vampiros como antigamente! Drácula, aborrecido e confuso, balança a cabeça em desaprovação aos inusitados pupilos de hoje..." existem, sim, vampiros que são dignos pupilos de Drácula. O maior exemplo é o magnífico Lestat, de Entrevista... Além de toda a carga satírica, jocosa, cínica e depravada do personagem, a atuação excepcional de Tom Cruise deu um ímpeto ainda maior ao amoral vampiro, que se destaca frente aos outros personagens, como é o caso do "pupilo indigno" representado por Brad Pitt, que, a meu ver, parecia pouco confortável sob a maquiagem de cinema noir de seu personagem. Registre-se, ainda, a beleza de cobra coral, da pequena vampirinha interpretada pela ainda menina Kirsten Dunst, antes de a mesma rebolar bastante em "As Apimentadas" e cair na teia do Homem-aranha. Lestat simplesmente reduz todos os outros personagens a meros coadjuvantes para sua jornada hedônica pelas terras do sul norte-americano. O final do filme, quando ele "coopta" um novo "pupilo" na pessoa de Christian Slater, daria até esperança de uma continuação (com Pitt, Cruise e Banderas, claro), mas com o passar do tempo isso se mostra impossível. Infelizmente...



terça-feira, 12 de maio de 2009

Vampirismo: proibido para menores de 10 anos


Mais uma vez os comentários do Fernando Luiz suscitam interessantes pontos esclarecedores sobre a temática vampírica que tanto apreciamos. Respondendo à minha postagem anterior, nosso visitante missivista aborda as causas prováveis da "desdraculização" e "desfaustização" do universo lítero-vampírico, por nós mencionadas no post "A Seara do Vampiro", trazendo novo enfoque, ainda não abordado neste blog.

Desse modo, até como forma de instigar os demais visitantes deste espaço a exporem suas idéias, reproduzimos, abaixo, os comentários do Fernando Luiz, como já fizeramos com seu comentário sobre a postagem de "Changes", do Black Sabbath.

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Olá Almir,
Eu entendi o que vc quiz dizer quando falou da "desdraculização" e "desfaustização" dos filmes de terror. O que eu, por outro lado, quis mostrar é que considero estas novas "faces" dos vampirismo, como True Blood, Moonlight, etc., como uma tentativa de, de certa forma, "pasteurizar" o mito do vampiro e adequá-lo aos dias atuais, com vistas a torná-lo mais atraente, até mesmo para faixas etárias mais precoces (grifos meus, Alborges). Veja o caso de Buffy e Angel, por exemplo. A verdade é que os três últimos filmes de peso em termos de vampirismo propriamente dito foram Drácula de Bram Stoker, Entrevista com o Vampiro e Vampiros de John Carpenter. Vampiro, em sua essência é maligno, cruel e impiedoso, não passa, ou dificilmente o faz, pela peregrinação culpa-expiação, à lá "Crime e Castigo" do imortal Dostoiévski. Lógico que os filmes "modernosos" de vampiro atuais (e séries) apresentam interessantes aspectos psicológicos (embora, em alguns casos, beirando o primarismo ridículo)e apresentam o vampiro em sua roupagem e comportamento atuais, isto é, sem a nobilidade esnobe de Drácula, mas mesmo assim, ficam longe das performances dos vampiros corriqueiros, dos quais nunca se sabe o que se pode esperar, ou melhor, se pode esperar tudo e mais um pouco. Mas gosto é gosto, não é mesmo?



domingo, 10 de maio de 2009

Presas Pra Que Te Quero





Como sempre, o Fernando Luiz nos envia um comentário que só faz acrescer à temática abordada, iluminando aspectos que, após sua intervenção, aparecem mais clarificados, neste caso, o mundo dos vampiros, o mito e sua atratividade entre nós. Entretanto, creio que o Fernando Luiz interpreta incorretamente minhas palavras, no texto "A Seara do Vampiro". Eu dissera que o ponto comum "das histórias atuais de vampiros é a 'desdraculização' e 'desfaustização' do vampiro. O vampiro de nossos dias não é mais um humano que assina um pacto faustiano com o Demonio, como Drácula, entregando a alma em troca da vida eterna, nem transforma-se em morcego. Geralmente, o vampiro foi transformado por um antigo amor para que pudesse ficar com ele, ou vampirizado, à sua revelia, como o Bill Compton de 'True Blood' ". Isso não significa que eu não entenda ou não aceite que o mito de Drácula "apenas envelheceu em seu invólucro exterior, mas sua figura enigmática, dúbia e sombria continua a fascinar as pessoas ao longo dos séculos". O que faço notar, na matéria mencionada, é que os autores da atualidade criaram personagens adaptadas à modernidade, as quais se mostram despidas do aspecto "legiões das trevas" e "almas perdidas", malévolas e diabólicas. Não obstante a atratividade de histórias vampíricas como "True Blood", "Moonlight" e "Blood Ties", o aspecto mefistofélico foi eliminado e os vampiros, agora, ao invés de serem criaturas amaldiçoadas e condenadas, são seres que parecem sofrer de uma doença. Incurável, é claro! A tentativa de emprestar um caráter nobre - como Drácula - à Henry Fitzroy, em "Blood Ties", atribuindo-lhe a filiação - ilegítima - de Henrique VIII da Inglaterra não funciona. Fitzroy pode ser charmoso por si mesmo, mas sua nobreza não funciona no mundo em que vive, cercado de luzes e sons, carros, computadores e fastfood stores. Acreditamos na nobreza de Drácula por que ela é sua característica mais notável. Ao lado do horror que sua conduta sangrenta desperta, está, igualmente, uma atração por seu caráter altivo e hipnótico: o aspecto mistério, que as histórias de vampiro proporcionavam antigamente. Nas histórias de hoje, esperamos tudo - sensualidade, thriller à la histórias de detetives, o culto do superpoder e, até, o vampiro-herói, que toma "true blood", sangue de porco, ou sangue mesmo, mas do Banco de Sangue ou do necrotério e ajuda os fracos e oprimidos -, menos terror e tremor. Em "Moonlight", Mick Saint-John é um detetive particular que ajuda os necessitados e bebe sangue encomendado. Bill Compton bebe "true blood" e evita matar humanos, além de se apaixonar por uma humana - o que lhe causa problemas junto à comunidade vampírica de Bon Temps e cercanias. E Henry Fitzroy é um desenhista de graphic novels que ajuda a detetive Vicky Nelson a resolver casos sobrenaturais. Sua alimentação vem, quase sempre, de humanos que cedem seu sangue como dádiva aos vampiros. Em Crepúsculo, temos um jogo nas árvores da floresta que parece o quadribol de Hogwarts, nos filmes de Harry Potter... De Nosferatu a Mick Saint-John e Edward Cullen... Não existem mais vampiros como antigamente! Drácula, aborrecido e confuso, balança a cabeça em desaprovação aos inusitados pupilos de hoje...






sexta-feira, 8 de maio de 2009

Dire Straits - Sultans of Swing - Letras de Música


Álbum:
Música: Sultans Of Swing
Composição: Mark Knopfler
Execução: Dire Straits
Ano: 1978

Sultans of Swing


You get a shiver in the dark
It's raining in the park but meantime
South of the river you stop and you hold everything
A band is blowing Dixie double four time
You feel alright when you hear that music ring

You step inside but you don't see too many faces
Coming in out of the rain to hear the jazz go down
Competition in other places
But the horns be blowing that sound
Way on downsouth way on downsouth London town

You check out Guitar George he knows all the chords
Mind he's strictly rhythm he doesn't want to make it cry or sing
And an old guitar is all he can afford
When he gets up under lights to play his thing

And Harry doesn't mind if he doesn't make the scene
He's got a daytime job he's doing alright
He can play honky tonk like anything
Saving it up for Friday night
With the Sultans... with the Sultans of Swing

And a crowd of young boys they're fooling around in the corner
Drunk and dressed in their best brown baggies and their platform soles
They don't give a damn about any trumpet playing band
It ain't what they call rock and roll
And the Sultans... Yea the Sultans played Creole ...Creole


Then the man he steps right up to the microphone
And says at last just as the time bell rings
'Goodnight, now it's time to go home'
And he makes it fast with one more thing
'We are the Sultans... We are the Sultans of Swing'



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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Segundas Temporadas de True Blood e Fringe

True Blood

A segunda Temporada de "True Blood" está com estréia marcada para 14 de Junho, nos Estados Unidos. Como poucas pistas foram reveladas sobre o desenvolvimento desta temporada, não se sabe se a produção televisiva seguirá de perto a história desenvolvida no 2º livro das "Sookie Stackhouse Stories", intitulado "Living Dead in Dallas" ("Morto-Vivo em Dallas"), na qual, Sookie e Bill vão a Dallas para encontrar um vampiro desaparecido. Muitos fãs na certa não gostariam dessa fidelidade ao texto, uma vez que, no original (publicado em 2002, sendo relançado agora no mês de maio), um importante personagem morre.
Como é longa a espera!!!!
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24 Horas

São bem razoáveis as chances da premiadíssima "24 Horas" ser transformada também em filme - a ser lançado após uma 8ª Temporada. O ator Kieffer Sutherland confirmou que tal projeto só pode ser realizado após a última temporada: "Pensamos que seria uma punição cruel aos roteiristas pedir que, ao longo de dez meses de temporada em que eles escrevem esse equivalente a 12 filmes, eles pegassem o tempo livre deles e escrevessem também um longa para cinema. Meio que concordamos coletivamente que pensaríamos no filme só quando a série chegasse ao fim", declarou ele ao "Collider.com". Entretanto, o astro falou como seria interessante ter 24 Horas de um ponto de vista algo diferente como no formato de longa-metragem e disse que todos os envolvidos na série ao menos já discutiram essa possibilidade: "Se depois do fim da série as pessoas ainda assim quisessem ver algo do tipo, seria empolgante por causa do formato. [Um filme] perderia o aspecto do tempo real, o que seria uma enorme liberdade para os roteiristas. Seria uma representação de 24 horas dentro de duas horas", sentenciou.

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Fringe

Para alívio dos fãs, foi confirmado que Fringe, que disputa cabeça a cabeça com "True Blood" a posição de série favorita dos brasileiros que assistem TV por assinatura, tem sua segunda temporada garantida. O medo da estupidez dos executivos das TVs, que costumam cancelar o que é bom - vide "Jericho", "John Doe", "Moonlight", etc. - e deixar as bombas armadas e operantes - "Chuck", "How I Met Your Mom", etc - foi acalmado com a divulgação de que a série em que brilha o talento de John Noble teve assegurada sua continuidade. A FOX anunciou, no dia 04/05/09, que "Fringe" foi renovada e que contará com 22 episódios em sua segunda temporada.

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Prison Break

Como já anunciado aqui, anteriormente, "Prison Break" realmente acabará nesta 4ª Temporada. Exatamente como interpretamos, a produtora considera que a fórmula não permite a continuação por mais temporadas, sem que o argumento se torne artificial e forçado. Segundo o presidente da Fox, Kevin Reilly, ainda faltam gravar quatro episódios e outros dois estão sendo considerados. Só que estas duas horas a mais podem vir a ser apresentadas como um filme para a TV, da mesma maneira que a emissora fez com o retorno de "24 Horas" em "Redemption". E o roteiro deste último "episódio" promete.

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Você encontra muito mais sobre estas séries no Alquimista do Download.
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sábado, 2 de maio de 2009

A Seara do Vampiro



Nunca o mito do vampiro foi tema de tantos livros - muitos dos quais se transformam em filmes ou séries de TV - como nos últimos 10 ou 12 anos. Mais impressionante ainda é a invasão, pelas mulheres, de um espaço - a seara do autor de histórias de vampiro -, em outros tempos, basicamente reservado aos homens. Vejamos: entre os diversos universos vampíricos criados, destacam-se, tanto pela boa qualidade relativa da obra, como pelo fato de atingirem as telas, a série de livros "Crepúsculo", de Stephenie Meyer e as "Sookie Stackhouse Stories", de Charlaine Harris. São milhões de fãs ao redor do mundo, conquistados, primeiramente, pelos livros e, posteriormente, pelo filme e pela série, respectivamente. As personagens de Bella Swan e Edward Cullen, por exemplo, formam, hoje, ao lado dos grandes pares românticos do cinema e TV (não falo da qualidade intrínseca do filme ou das performances dos atores, apenas da aceitação pelo imaginário popular). De igual modo, as "Southern Vampire Stories" (Histórias do Vampiro Sulino), mais especificamente, as "Sookie Stackhouse Stories" (Histórias de Sookie Stackhouse), de Harris, criaram, em "True Blood", um casal romântico que conquistou multidões. O ponto comum das histórias atuais de vampiros é a "desdraculização" e "desfaustização" do vampiro. O vampiro de nossos dias não é mais um humano que assina um pacto faustiano com o Demonio, como Drácula, entregando a alma em troca da vida eterna, nem transforma-se em morcego. Geralmente, o vampiro foi transformado por um antigo amor para que pudesse ficar com ele, ou vampirizado, à sua revelia, como o Bill Compton de "True Blood".
"True Blood", a série de TV - da HBO - derivada dos livros de Harris, é uma verdadeira febre mundial. Mas, nesta série, não é somente o aspecto do romance de uma mulher mortal com um vampiro bem apanhado e charmoso que chama a atenção, embora Bill Compton, interpretado por Stephen Moyer, logre realizar integralmente este aspecto, também. "True Blood" é cheio de coisas interessantes. O uso inteligente da discriminação contra os vampiros lançando reflexos sobre a questão da discriminação racial do Sul dos Estados Unidos é uma delas. Outra coisa muito explorada em "True Blood" é a sexualidade. À ambiência semi-tropical do Sul, cuja atmosfera de calor e lânguidez age como estímulo sexual natural, é acrescida a atratividade sexual que o perigo e o desconhecido exercem sobre os seres humanos. No caso específico da série, há muitas cenas de sexo entre humanos, mas também - e aí a novidade -, sexo entre humanos e vampiros, mais especificamente, entre mulheres humanas e vampiros. A atração das mulheres de "True Blood" pelos vampiros deriva da já mencionada atração pelo desconhecido e perigoso, como igualmente, pelo poder. Afinal, o vampiro aparece como um ser de força e resistência extraordinárias, em conjunção com a imortalidade, tão almejada pelos humanos. Na série, esta força e resistência dos vampiros, reflete-se, de igual modo, numa extraordinária libido que proporciona - aos humanos - uma surpreendente experiência sexual, jamais vivenciada antes. Um dos maiores problemas de nossa época é, definitivamente, a questão das drogas. A desesperança e o tédio ou os distúrbios de personalidade levam as pessoas às drogas como forma de esquecer, através do estupor permanente, as agruras de um mundo sobre o qual elas não têm controle e/ou que não podem suportar ou, ainda, pela busca - do tipo contra cultural e/ou hippie - de uma abertura da mente e uma espécie de integração junguiana no todo, o chamado "senso oceânico da vida". De forma semelhante à de algumas tribos indígenas das Américas, que ampliavam sua integração com o mundo e os deuses, através de alucinógenos naturais do tipo mescalina, peyote ou aquelas usadas pelas tribos da área Central e do Sul, cujos nomes desconheço. Em "True Blood", esta questão encontra um paralelo na ingestão do sangue de vampiro. O humano que bebe sangue de vampiro experimenta uma ampliação aguda dos sentidos e uma forma de integração "junguiana" à Natureza. Sob o efeito desta forma de "psicotrópico", o usuário percebe o mundo de forma diferente, sem os antolhos naturais que o nosso cérebro nos impõe, corpo e mente se integram dionisiacamente, além, claro, de experimentar um incremento da energia sexual... A essa altura, parece que já deu pra perceber que a temática sexual é um dos pontos centrais de "True Blood"... Mas, a questão não se resume a esse ângulo. Os usuários do "V", o sangue de vampiro, tornam-se rapidamente dependentes, exatamente como o usuário de drogas químicas torna-se dependente químico. Está aberto o caminho para o fundo do poço. Explica-se: o modo de vida à base de "V", não funciona, assim como o modo de vida hippie não era viável. O viciado em "V" vai, progressivamente, desistindo da vida, preferindo "curtir" o êxtase permanente, o sexo (enquanto pode) e o isolamento. Continuando nesse caminho, a falência e o perececimento por inanição e fome será inevitável. Por outro lado, em curto espaço de tempo como usuário, o vício já se estabelece e a abstinência leva a pessoa ao desespero. Como a "substância" é rara e de difícil aquisição, pois tem um custo altíssimo, - afinal, nenhum vampiro vende sangue como forma de ganhar dinheiro, como certos humanos; este tem de ser arrancado deles à força, levando-os à morte, já que o "extrator" do sangue não quer deixar nenhuma preciosa gota para trás, matando-os de inanição e fraqueza generalizada -, o que leva o usuário em desespero ao roubo de fornecedores e, às vezes, à caça e matança de vampiros para obtenção do produto. De um modo ou de outro, assim como a vida de um criminoso raramente é longa, a do viciado em "V" também não será. Os riscos são muito grandes: morrer pelos efeitos a médio prazo (auto-abandono e inanição), pelos traficantes do produto ou, ainda, e mais provável, por um vampiro em auto-defesa.
Nessa pequena exposição, aqueles que ainda não assistiram à primeira temporada, podem, provavelmente, perceber por que os apreciadores de "True Blood" são tão entusiastas. De fato, são tão fanáticos que, muitos deles, para poder dar fim à abstinência e usufruir logo de "True Blood" são capazes, talvez, até de matar...

Twilight-Pictures
Twilight New Moon Movie and Twilight Movie
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Outras autoras de destaque são Anne Rice ("Entrevista com o Vampiro"), Tania Huff (The Blood Books="Blood Ties"), Richelle Mead ("Vampire Academy"), Ellen Schreiber ("Vampire Kisses"), L. J Smith ("Vampire Diaries"), entre tantas. Na sequência, em outra oportunidade, estarei abordando outras "franquias" vampíricas, como "Blood Ties" e "Diários de Vampiro".

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Preços DVD + Informações Sobre a 1ª Temporada de True Blood

Mais Informações Sobre True Blood - 1

Mais Informações Sobre True Blood - 2

Mais Informações Sobre True Blood - 3

DVD + Informações Sobre Crepusculo


domingo, 26 de abril de 2009

True Blood - Coming Soon


A 2ª Temporada de True Blood estréia em 14 de junho nos Estados Unidos. Como um viciado (ou vampiro), em abstinência forçada, "I'm just dying for a 'fix' ", enquanto aguardo. Por sorte, Fringe finalmente retornou com episódios inéditos, ainda referentes à 1ª Temporada (Virou moda, agora. Prison Break também vai na mesma batida: uma parada e o recomeço de onde tinha parado, como se nada houvesse acontecido! Atribui-se, claro, o fato à greve dos roteiristas). Assim, enquanto aguardo True Blood, volto a me deleitar com a melhor série do momento e com a maravilhosa performance de John Noble.
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Para os vampireholics impacientes, temos, abaixo, um vídeo da 2ª Temporada de True Blood como substituto temporário. É mais ou menos como tomar "True Blood" ao invés de "V", o sangue de vampiro: melhor do que nada!
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Curiosidade:
No poster acima, observe que não se trata apenas de sangue. À primeira vista é só o que parece, mas prestando-se uma atenção maior, percebe-se nitidamente nos contornos pretos, a silhueta de um vampiro, prestes a morder o pescoço de uma mulher, com o vermelho servindo de contraste de fundo. Faça o seguinte, esqueça o vermelho, foque somente no negro, olhe a parte superior do lado direito; vc verá o contorno da mulher, lábios (boca aberta), pescoço levemente torcido para trás, nariz, cabelos. Do lado esquerdo, mais para baixo, vc verá o vampiro com a cabeça levemente virada para cima, à altura do que seria, nos homens, o pomo-de-adão, com a boca se dirigindo à jugular da mulher.
Assim, nós truebloodófilos estamos bastante ansiosos por nossa chance de sugar o néctar de uma 2ª Temporada da série de vampiros favorita de todos nós.





terça-feira, 21 de abril de 2009

Eagles, Internet, Comunicação e Opinião


Novamente, o Fernando Luiz enviou um comentário sobre as postagens do blog, em poucos dias. Obrigado, Fernando! Seria bom se os demais leitores do blog fizessem o mesmo. Não devemos ser tímidos. Uma das grandes vantagens da Internet, é a facilidade que ela nos proporciona para veicularmos nossas idéias, não importa o quão simples ou sem importância pareçam à primeira vista. Eu mesmo, nos sites e blogs que visito, faço questão de dar minha opinião sobre os assuntos abordados ou, simplesmente, elogiar o blogger pelo trabalho feito, quando considero bom. Todos temos o direito de manifestar o pensamento e, repito, a Internet é uma ferramenta inestimável para isso, na verdade, inestimável para muita coisa. Ontem mesmo, um amigo de infância, o qual não vejo e com quem não tenho falado há mais de 20 anos -, perdemos o contato; eu me mudei de Curitiba para Salvador, em 1986 e ele, atualmente, mora nos Estados Unidos -, me ligou, à noite, e pusemos a conversa mais ou menos em dia, primeiro ao telefone e depois, intensivamente, pelo Messenger. Não sou daqueles que consideram que a informática, a Internet e seus instrumentos afastam, necessariamente, as pessoas. Pelo contrário, o exemplo acima demonstra que eles podem aproximá-las. Isso só depende da maneira como fazemos uso desta disponibilidade. No caso do meu amigo, Ney Carlos Mazurkiewicz e eu, reaproximar.
Estava lendo o comentário do Fernando Luiz sobre os Eagles e, justamente, o fato realçado por ele, de que a banda é conhecida, principalmente, por um hit esmagador, "Hotel California", me chamou a atenção para um fato, no mínimo, curioso. Recentemente, eu tinha lido na Wikipedia que a banda americana de country rock é uma das campeãs de vendagem de disco no mundo. Transcrevo o trecho lido, advertindo que a construção da sentença não é culpa minha, é assim que está lá: "Os Eagles são das bandas mais rentáveis da indústria musical dos EUA. O seu álbum ‘Their Greatest Hits 1971-1975’ vendeu mais de 29 milhões de cópias, número recorde naquele país, 41 milhões no mundo e é o Greatest Hits mais vendido da história e o terceiro albúm mais vendido de todos os tempos. No total, os Eagles já venderam mais de 120 milhões de álbuns em todo o Mundo". Eu mesmo, só lembrava, até há pouco, de um outro álbum do grupo: Desperado. E, lembrava, também, que eles haviam gravado uma versão da música "Dust in the Wind" do grupo norte-americano, Kansas. Claro que, embora, como muita gente, eu adore Hotel California, não tenho seguido tão de perto a carreira da banda, apesar de sua boa reputação junto à crítica. De qualquer forma, é no mínimo curioso que uma banda que tem poucas músicas realmente populares, seja uma das que mais vende discos!

Informação adicional do Wikipedia: Hotel Caliornia foi gravado no Criteria Studios, em Miami e no The Record Plant, Los Angeles, em março e outubro de 1976.

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domingo, 19 de abril de 2009

The Eagles - Hotel California - Letras


Álbum: Hotel California
Música: Hotel California
Composição: Don Henley/Glenn Frey/Don Felder
Execução:The Eagles
Ano: 1976



Hotel California

On a dark desert highway, cool wind in my hair
Warm smell of colitas, rising up through the air
Up ahead in the distance, I saw a shimmering light
My head grew heavy and my sight grew dim
I had to stop for the night
There she stood in the doorway;
I heard the mission bell
And I was thinking to myself,
'This could be Heaven or this could be Hell'
Then she lit up a candle and she showed me the way
There were voices down the corridor,
I thought I heard them say...

Welcome to the Hotel California
Such a lovely place, such a lovely place.
Such a lovely face, such a lovely face.
Plenty of room at the Hotel California
Any time of year, you can find us here

Her mind is tiffany-twisted, she got the mercedes-benz
She got a lot of pretty, pretty boys, that she calls friends
How they dance in the courtyard, sweet summer sweat.
Some dance to remember, some dance to forget

So I called up the captain,
'Please bring me my wine'
He said, 'We haven't had that spirit here since 1969'
And still those voices are calling from far away,
Wake you up in the middle of the night
Just to hear them say...

Welcome to the Hotel California
Such a lovely place, such a lovely place.
Such a lovely face, such a lovely face.
They livin' it up at the Hotel California
What a nice surprise, bring your alibis

Mirrors on the ceiling,
The pink champagne on ice
And she said 'We are all just prisoners here, of our own device'
And in the master's chambers,
They gathered for the feast
They stab it with their steely knives,
But they just can't kill the beast

Last thing I remember, I was
Running for the door
I had to find the passage back
To the place I was before
'Relax,' said the night man,
We are programmed to receive.
You can check out any time you like,
But you can never leave!


Tradução

Hotel Califórnia

Numa estrada escura e deserta, com o vento fresco em meus cabelos,
Um cheiro morno de *baseado subindo pelo ar.
Logo à frente na distância, eu vi uma trêmula luz.
Minha cabeça ficou pesada e minha visão embaçou,
Eu tive que parar para dormir.
Lá estava ela na entrada da porta;
Eu ouvi o sino da recepção e estava pensando comigo mesmo:
"Isso poderia ser o Céu ou o Inferno".
Então ela acendeu um vela e me mostrou o caminho.
Havia vozes pelo corredor,
Eu acho que ouvi elas dizerem...

Bem-vindo ao Hotel Califórnia,
Que lugar encantador, que lugar encantador.
que rosto encantador.
Há muitos quartos no Hotel Califórnia,
Qualquer época do ano, você pode nos encontrar aqui.

Sua mente é *perturbada, ela tem um Mercedes-Benz,
Ela tem uma porção de lindos, lindos rapazes,
que chama de amigos.
Como eles dançam no jardim, doce suor de verão,
Alguns dançam para lembrar, alguns para esquecer.

Então eu chamei o Capitão,
"Por favor, traga-me meu vinho". Ele disse:
"Nós não temos este espírito aqui desde 1969".
E aquelas vozes ainda chamando, de bem distante,
Te acordando no meio da noite
Só para ouví-las dizerem...

Bem-vindo ao Hotel Califórnia,
Que lugar encantador, que lugar encantador.
Que rosto encantador, que rosto encantador.
Eles estão vivendo no Hotel Califórnia,
Que surpresa agradável, traga seus pretextos.

Espelhos no teto, champagne rosê no gelo,
E ela disse: "Nós somos todos apenas prisioneiros aqui
Por nossa própria conta".
E no aposento do mestre,
Eles se juntaram para a grande festa.
Eles apunhalavam aquilo com seus punhais de aço,
Mas simplesmente não podiam matar a besta (fera).

A última coisa que me lembro, eu estava
Fugindo pela porta.
Eu tinha de encontrar a passagem de volta
Para o lugar onde estava antes.
"Relaxe", disse o porteiro da noite,
"Nós somos programados para receber
Você pode fechar a conta quando bem quiser,
Mas você nunca poderá sair!"


* http://forum.wordreference.com/showthread.php?t=242739

sábado, 18 de abril de 2009

Black Sabbath - Changes - Letra


Álbum: Black Sabbath Vol 4
Música: Changes
Composição: Bill Ward
Execução: Black Sabbath
Ano: 1972

Youtube



Changes

I feel unhappy, I feel so sad
I've lost the best friend, that I ever had.
She was my woman, I love her so.
But it's too late now, I've let her go.

I'm going through changes.
I'm going through changes.

We shared the years, we shared each day.
In love together, we found a way.
But soon the world, had it's evil way.
My heart was blinded, love went astray.

I'm going through changes.
I'm going through changes.

It took so long, to realize.
And I can still hear her last goodbyes.
Now all my days, are filled with tears.
Wish I could go back, and change these years.

I'm going through changes.
I'm going through changes.

Tradução


Mudanças


Sinto-me infeliz, e tão triste,
Perdi a pessoa mais amiga que já tive,
Era a minha mulher; Eu a amava tanto,
Agora é tarde demais, tive de deixa-la ir
Estou passando por mudanças
Estou passando por mudanças

Através dos anos dividimos cada dia,
Juntos e apaixonados encontramos um caminho,
Mas logo o mundo nos mostrou sua face maldosa,
Meu coração ficou cego,
O amor se desviou
Estou passando por mudanças
Estou passando por mudanças

Levou tanto tempo para eu perceber,
Ainda posso ouvir suas despedidas,
Agora, todos os meus dias se enchem de lágrimas
Desejaria poder voltar e mudar todos aqueles anos
Estou passando por mudanças
Estou passando por mudanças

A presente postagem suscitou um interessante comentário do Fernando Luiz, ratificando algumas imprecisões na tradução livre aqui apresentada. As correções apresentadas pelo Fernando se mostram pertinentes. Fico contente que a primeira postagem na categoria "Letras de Música" tenha provocado uma reação - ao fim e ao cabo, positiva, pela aprovação geral, apesar das restrições - e, acima de tudo qualitativa, uma vez que se baseia em conhecimento sensível da história do Black Sabbath, do álbum, do rock'n'roll e de música, em si mesma. Maior contentamento, além do mais, vem do fato de haver uma reação. Pois é isso que espero provocar, através das postagens aqui efetuadas. Extrair uma reação ao material e às opiniões por mim expressas. Procurando o diálogo, a partir delas, e recebendo, talvez, mais perguntas do que respostas, numa epoca em que, no dizer de Godard, "as palavras são insuficientes para descrever o real".
Ressalto apenas que não faço a tradução das letras, nem extraio o texto original de álbuns ou de ouvido. Apenas transcrevo o que encontro na web, submetendo à uma rápida revisão, os originais e respectivas traduções, e efetuando as correções. No caso, presente, eu mesmo já houvera expurgado imprecisões na tradução encontrada. Fica evidenciado que minha revisão foi insuficiente. Daí, espero que todos colaborem com correções e sugestões, não só quanto às letras de músicas, mas também, em relação a tudo o que for aqui publicado. Gostaria de esclarecer que, se alguém tiver alguma matéria (artigo, notícia, resenha, etc) que considere importante e deseje partilhá-la, pode enviar para alborges@gmail.com, que após uma revisão moderadora, será publicado. Se se tratar de material de terceiros, enviar juntamente as fontes. Materiais que demandam uso excessivo da cpu e de memória, como vídeos, charges, animações, etc., dependerão da relevância (arbitrada pelo responsável pelo blog), pois não queremos tornar a abertura da página "pesada", o que prejudicaria, principalmente, aos que tem conexão discada, ou banda larga com velocidade não muito apurada.
Desse modo, resolvi transcrever no próprio corpo da postagem o excelente comentário do Fernando Luiz, como um adendo valioso ao tema.

Olá Al Borges,
Esta música do Sabbath é uma das mais líricas deste grupo que, por sinal, foi um dos que "fizeram" minha cabeça nos anos 1970, junto com Deep Purple, Pink Floyd, Yes e outros. A melodia introduzida pelo piano (tocado, creio, por Rick Wakeman, que posteriormente seria o tecladista do Yes) é extremamente sentimental e, secundada por um, como direi, "background' do teclado, se torna ainda mais melancólica e até sombria. Uma grande música, uma "marca registrada" do grupo. Entretanto, verifiquei alguns problemas com a letra disposta logo abaixo do vídeo. Senão vejamos: "I've lost the best friend, that I ever had." No caso, não se traduziria como "a pessoa mais amiga que já tive", mas como "a melhor amiga" mesmo. No caso de "Era a minha mulher; Eu a amava tanto, Agora é tarde demais, tive de deixá-la ir.", creio que a melhor tradução seria "Ela era minha mulher e Eu a amava tanto. Mas é tarde demais agora, eu a deixei partir". Explico: na letra original, "I've let her go" o "I've let", contração de I have, mostra apenas que o tempo do verbo está no passado. Se fosse para dizer que "tive de deixá-la partir" teria de ser "I've had to let her go". A segunda estrofe "We share..." ficaria assim "Nós dividíamos os anos, dividíamos cada dia. Juntos no amor encontrávamos um caminho [jeito]... Mas logo o mundo tinha seu caminho [jeito] maligno" O resto está legal. Na última estrofe, "And I can still hear her last goodbyes" ficaria melhor como "E eu ainda posso ouvir suas últimas despedidas, Agora, todos os meus dias são preenchidos com lágrimas... mudar aqueles anos" e não mudar "todos" aqueles anos. Mas isso é o de menos, o importante é poder curtir novamente músicas tão boas como essas! Que saudades dos tempos áureos de Osborne, Iommi, Butler e Ward! Espero que vc logo consiga disponibilizar outras jóias como essa! Parabéns e conte conosco!
Fernando Luiz

PS.: Caro Fernando, quanto à novas jóias, fique tranquilo. Changes foi apenas a primeira de muitas!
Abraços,
Alborges

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Nova Minissérie da Globo: Força Tarefa


Um filão no qual os americanos, ingleses, canadenses e até mexicanos e colombianos faturam um bom dinheiro é o das séries para TV. A Rede Globo já teve alguns bons sucessos, mas sempre no rígido padrão de minisséries. Uma pequena lista, sem ordem cronológica, puxando apenas pela memória e enumerando primeiro as que mais me agradaram, por um motivo ou outro: "Bandidos da Falange","Anos Rebeldes", "Avenida Paulista", "Grande Sertão: Veredas", "Cidade dos Homens", "O Tempo e o Vento", "Memorial de Maria Moura" e "A Casa das Sete Mulheres". Isso só para dar uma pequena amostra. Agora, vem aí uma nova minissérie: "Força Tarefa". A série conta a história de sete policiais que formam uma corregedoria para investigar os desvios de conduta de colegas da corporação. Milton Gonçalves interpretará o Coronel Caetano, o líder do grupo de investigação. O texto é de Fernando Bonassi e Marçal Aquino e o elenco traz Murilo Benício, Hermylla Guedes, Rodrigo Einsfeld e Fabíula Nascimento. O "faro" me leva a imaginar que aproveite elementos explorados em filmes brasileiros como "Cidade de Deus", "Tropa de Elite" e minisséries como "9mm". É só palpite! Agora, que podia ser tentado uma exploração mais a fundo do nicho séries de TV, sem dúvida. Tem cada porcaria americana e canadense por aí que não passa da primeira temporada! Botem as cabeças para funcionar!!!!

sexta-feira, 3 de abril de 2009

A Era do Gelo 3: Segundo Trailer Liberado


Finalmente, foi liberado pela Fox o segundo trailer do filme "A Era do Gelo 3: O Nascimento dos Dinossauros" (Ice Age: Dawn of The Dinossaurs), que tem estréia marcada nos cinemas para o dia 4 de Julho, feriado da Independência nos Estados Unidos. Na trama, Manny e Ellie aguardam o nascimento de seu primeiro filhote, enquanto Sid tenta criar sua própria família, “desviando” alguns ovos de dinossauro e Diego começa a questionar se a convivência com os amigos não o está deixando molenga demais. Em uma missão para resgatar o azarado Sid, a turma se aventura por um misterioso mundo subterrâneo, onde acabam deparando com dinossauros, lutam contra estranhas plantas assassinas - e conhecem Buck, uma agitada doninha de um olho só, caçadora de dinossauros.

Assista ao Trailer


quinta-feira, 12 de março de 2009

Woody Allen e os Mistérios do Amor, Do Sexo e da Paixão


“Vicky Cristina Barcelona” é com absoluta certeza o melhor filme de Woody Allen nos últimos 5 ou 6 anos. A história do filme aborda sem pudor ou eufemismos, de forma sensual, mas invulgar, vários temas complexos como a bigamia e o desejo sexual. À medida que o enredo se desenvolve, histórias amorosas vão tomando forma, sempre pautadas por uma forte tendência dramática e rodeadas por vários momentos de leve descontração e humor, que relaxam o espectador e conferem uma simplicidade incrível à história. Duas amigas ("Vicky", Rebecca Hall e "Cristina", Scarlett Johansson) são convidadas por parentes de Vicky a passar o Verão em Barcelona e aceitam sem pestanejar, claro. Na cidade, elas conhecerão um pintor, chamado Juan Antonio (Javier Bardem), um homem extremamente sensual e atrativo, que se separou de sua desequilibrada mulher, Ana Helena (Penélope Cruz), com a qual teve uma relação tão tempestuosa que ambos quase levaram um ao outro à morte. Vicky e Cristina se apaixonarão simultaneamente por Juan Antonio e este relacionamento com o pintor mudará gradativa e profundamente a personalidade de cada uma delas. Ao final do Verão, as personagens voltarão às suas disposições normais de vida, mas sua subjetividade nunca mais será a mesma. Vicky, que priorizava o Mestrado, antes da viagem, volta aos estudos. Cristina, que passara por uma dolorosa ruptura amororosa e desejava mudar de ares e de objetivos na vida, permancerá solteira e Juan Antonio e Ana Helena também continuarão separados. Mas, nenhum dos personagens será mais como antes deste Verão. O que depreendemos e aprendemos com o filme é que as experiências e paixões quase nunca perduram por toda a vida, inclusive, às vezes, sendo tanto ardentes quanto efêmeras, mas nos ensinam um pouco sobre nós mesmos e sobre nossos desejos, ampliando nossa consciência sobre nosso ser e a experiência chamada vida. O tema é bastante ajudado no sucesso do projeto pela qualidade do elenco, com atuações excelentes de todos os principais envolvidos e essa sensibilidade especial que Woody Allen demonstra quando aborda questões como o universo feminino, o sexo e o amor. Nisso, ele se mostra tão competente quanto no humor do início de sua carreira. Uma nota de 1 a 10? 8! Assistam o filme e com certeza descobrirão algumas verdades que no fundo já conhecemos fragmentariamente, experienciamos de forma camuflada, semi-revelada, semi-oculta, mas nunca conscientizamos completamente até que de repente a vemos na tela de um cinema, nas páginas de um livro ou nos momentos mais intensos de nossas vidas.

terça-feira, 10 de março de 2009

A Ressurreição


Não, não é o título de mais um filme ou livro, embora seja uma história real, ligada ao cinema hollywoodiano. É uma pincelada biográfica de um dos atores que eu mais apreciava, por volta dos anos 80: Mickey Rourke. O ator começou a atuar com uma pequena participação no filme "1941", de Steven Spielberg (1979). Suas atuações seguintes em "Dinner", "Rumble Fish" e "The Pope of Greenwich Village" o tornaram um dos atores mais conhecidos de sua geração. Mickey tinha uma bela estampa que lhe deu o status de um dos atores americanos mais sexy e atingiu o auge do prestígio junto ao público como o inventivo e sensual amante de Kim Bassinger, em "9 e 1/2 Semanas de Amor" (1986). Junto à crítica, conquistou respeito pelas atuações como o deformado Johnny Handsome (em "Johnny Handsome", 1989) e Harry Angel (em "Angel´s Heart", no Brasil: "Coração Satânico"; um dos melhores filmes de terror-thriller produzidos em todos os tempos, lançado em 1987).
Nesta história faustiana, baseada no livro de William Hjortsberg, adaptado e dirigido por Alan Parker, o detetive particular Harry Angel é contratado (no ano de 1955) por um "homem de negócios" chamado Louis Cyphre (Robert de Niro) para localizar uma pessoa desaparecida que não cumpriu um contrato assinado com ele. Num típico thriller, no qual o quebra-cabeças é montado passo-a-passo, através dos elementos surgidos ao longo da investigação e em meio a uma terrificante trilha de sangue e intrigas, Harry acaba descobrindo que a pessoa que Louis Cyphre (Lúcifer) procura é ele mesmo, cuja memória sobre seu contrato foi apagada em virtude de um acidente e internamento numa clínica psquiátrica. Seu verdadeiro nome é Johnny Favorite. Ele fora um cantor de certo sucesso no início dos anos 40. Johnny fez um pacto com o Diabo e depois praticou um culto de magia negra entregando a alma de outro rapaz (um soldado, como ele, na época) para escapar ao acerto final. Mas, o Diabo não pode simplesmente ser passado para trás e vem cobrar a dívida. A partir do momento em que é contratado e começa sua investigação, "Johnny Favorite-Harry Angel" se divide em duas personalidades paralelas, distintas, do tipo Dr. Jekill e Mr. Hide, sem ter consciência disso. O detetive investiga e o cantor mata para encobrir a verdade. A cena em que Angel finalmente se conscientiza de que é Johnny Favorite e de todo o mal e violentas mortes que causou, além da convicção de que sua alma está eternamente perdida, é uma das grandes cenas do cinema em muitos anos, assim como também ocorre na inesquecível cena final em que Johnny, ao descobrir que, não só cometeu incesto com a própria filha, mas também a matou, declara, com os olhos marejados e uma profunda desesperança interna, que irá arder no Inferno. Mickey, além de perfeito, não deixando nada a desejar em termos de atuação ao grande Robert Niro - o qual, claro, teve uma atuação "irônico-satânica" memorável - estava no auge da bela aparência. No início do filme, Angel parece apenas um típico detetive cínico e galanteador do Brooklin. Ao longo da história, vai se tornando num ser atormentado e assustado com o que vai descobrindo, chegando à semi-desintegração psíquica ao final da trama, ao descobrir a verdade sobre si mesmo (não é esse um dos maiores medos que afligem os homens? E, no entanto, mesmo assim, não existe um poderoso impulso interior que nos força a buscar as respostas sobre nós mesmos, o que somos, qual a nossa posição na vida, no Universo, mesmo que os fados nos pareçam invencivelmente contrários, tal como aconteceu ao rei grego Édipo?).
Mickey, porém, como a maioria de nós, tem seus demônios interiores e o modo com que lidou com eles praticamente destruiu sua carreira. Duas principais coisas determinaram esse caminho. Uma delas foi um ego enorme e um comportamento atrevido e violento que não eram calculados para facilitar amizades ou simpatia, além de outro comportamento muitas vezes comum nos meios artísticos: em vez de cultivar as boas amizades, Mickey preferiu aquelas nada sólidas, dos aproveitadores, insensatos e inconsequentes (inclusive, gente violenta do tipo Hell´s Angels). A outra é sua - na época - não resolvida questão com o boxe. Na juventude, ele fora campeão amador e alguma força interior o impeliu a tornar-se profissional, em 1991, prescindindo do cinema, onde suas relações já estavam algo desgastadas. Mickey, inclusive se deu relativamente bem na carreira, vencendo a maioria de suas lutas, mas foi muito castigado, tendo o nariz e vários ossos faciais quebrados mais de uma vez, o que o levou a uma série de cirurgias e curiosos implantes de próteses que tornaram seu belo rosto algo semelhante ao personagem por ele desempenhado em "Johnny Handsome".
Depois de perder a respeitabilidade junto à maioria dos estúdios e produtores em Hollywood, Mickey perdeu sua fortuna, sua mulher e passou a sobreviver com papéis arranjados por amigos como Sylvester Stallone e participações em TV. No intermezzo, entre 1995, quando voltou a atuar, e a atualidade, fez alguns papéis razoáveis outros fracos, em filmes médianos ou fracos como "Era uma vez no México", com Antonio Banderas e Johnny Depp, "Get Carter", com Stallone e "Domino", com Keira Knightley. Mas a volta por cima começou com "Sin City", onde a velha verve de Mickey voltou a brilhar em cena como Marv, ao lado de Elijah Wood e Rutger Hauer. O grande sucesso retornou definitivamente com sua atuação como o lutador de wrestling, Randy Robinson, o qual, em meio a um combate, sofre um infarto. Ele é informado de que pode morrer caso volte a lutar, o que faz com que busque um emprego em uma loja de mantimentos. Paralelamente ele tem um relacionamento com Cassidy (Marisa Tomei), uma stripper. Ele também tenta retomar o relacionamento com a sua filha, que abandonou ainda criança. Um dia surge uma proposta para que enfrente seu grande ex-rival, o que faz com que Randy pese os riscos de saúde que sofre com a chance de recuperar sua dignidade. Mickey teve que ser duramente "administrado" pelo Diretor Darren Aronofsky e graças a isso está simplesmente sensacional. A cena em que, no balcão de frios, ele tem de atender pessoas comuns como clientes (não atores) é muito impressiva (foi preciso muita insistência de Aronofsky para Mickey fazê-la, pois, segundo este, a questão o tocava muito de perto e deep down inside, para usar uma expressão em Inglês), sendo extremamente sugestiva da situação que ocorreria com alguém que já foi importante e fosse flagrado na presente condição humilhante. Merecidamente, o ator foi agraciado com o Globo de Ouro, (o filme arrebanhou o Leão de Ouro no Festival de Veneza), além do "Oscar" britânico, como melhor ator, o "Bafta". Só perdeu o Academy Awards (Oscar Americano) para Sean Penn. Não sei se foi justo, pois não vi, ainda, a performance de Penn. Agora, cá entre nós, estando sob o domínio de suas melhores faculdades, sou muito mais Mickey Rourke.
Como consequência de sua mudança de atitude na vida e sua determinação em recuperar seu prestígio e objetivos de vida, as portas da oportunidade se abriram novamente para este homem, nascido Philip Andre Rourke Jr, em Schenectady, Nova York (1952), tendo três projetos em andamento com lançamentos previstos para 2010: "Sin City 2", "13" e "The Expendables", que, no Brasil, deverá ser intitulado "Os Mercenários". O filme é produção de Sylvester Stallone e terá diversos "famosos" (pelo menos, bem conhecidos nos meios cinematográficos) como Dolf Lundgren, Jet Li e Arnold Schwartznegger, aparecendo como o próprio Governador da Califórnia. Algumas cenas serão filmadas no Brasil, que se tornou, de uns tempos para cá, um point de locações do cinema americano (o Brasil é uma das maiores fontes de renda do cinema ianque, que tem, atualmente, 75% de sua arrecadação no exterior). Uma palavrinha sob Aronofsky. Não gostei de todos os seus trabalhos, mas "Réquiem para um Sonho" e "The Wrestler" já podem entrar na modesta história do cinema como obras de valor.